Tentativa de tradução da short novel: “Makoto Naegi’s Worst Day Ever”.

Aguardem o restante da tradução!

PDF original (em inglês): Makoto Naegi’s Worst Day Ever.

Créditos: Project Zetsubou.


Sugestões para melhorar a tradução? Comente!


Algumas coisas para melhorarem:

  • “Assento” é uma boa palavra ou existe algo melhor?
    • Vaga. Lugar. Etc?

Me desculpem pela demora, a vida anda corrida, e eu não tive muito ânimo. Mas aqui tá mais alguns trechos traduzidos.

Após traduzir tudo, necessito urgentemente de um revisor!


Capa - Makoto Naegi's Worst Day Ever


Contra capa - Makoto Naegi's Worst Day Ever


Essa história se passa antes de tudo acontecer — antes que os estudantes fossem forçados a participar de um jogo da morte que aconteceu na Academia Kibougamine. Um conto de algo que aconteceu antes de tudo acontecer.

Separador 1 - Makoto Naegi's Worst Day Ever

— Antes de encerrarmos.

O reitor disse.

— Eu tenho um anúncio final a fazer.

Ele estava sentado em frente a uma grande e redonda mesa de madeira no meio de uma sala de conferência na Academia Kibougamine. Um tapete vermelho cobria todo o chão, e as janelas tinham cortinas grossas nelas. A sala tinha uma solenidade — era como se a sala fosse parte de um hotel histórico e não de uma escola.

— Nós ainda não terminamos?

Os quatros diretores da Academia Kibougamine — que assumiram que a reunião já tinha acabado e começaram a se levantarem — sentaram de volta, fazendo nenhum esforço para não deixar transparecer as suas irritações.

— Então… O que é esse “anúncio” que você tem que fazer?

— O Super Duper Colegial Sortudo da 78° classe foi escolhido.

O reitor respondeu confidente. Quase imediatamente, ele foi recebido com um coro de suspiros desapontados.

— Ah.

Um dos diretores falou.

— O lugar do perdedor foi preenchido, não foi?

O título de “Super Duper Colegial Sortudo” era um título dado para um único estudante do colegial que foi escolhido em um sorteio feito pela Academia Kibougamine todo ano. O estudante sorteado era incondicionalmente convidado para se matricular na academia, e os diretores chamam esse assento de “o lugar do perdedor”. Todos os quatros deles acreditavam que a sorte não era um talento.

— Que desperdício de vaga.

Um deles murmurou.

— Será que não existem outros talentos que são mais apropriados a serem pesquisados?

Outro reclamou.

Os diretores tinham o absoluto controle da Academia Kibougamine — incluindo a escolha do reitor — que significava que ele tinha que escolher suas palavras com cuidado, não importando o quão diferente eram as opiniões dos diretores.

— Com todo o respeito.

O reitor disse, vocalizando sua objeção calmamente.

— Eu acredito que a sorte é um tipo de talento.

Por dentro, ele estava frustado com o quão céticos eles eram, mas fazia todo o esforço para não deixar transparecer.

O reitor tinha ambições — ele estava trabalhando para atingir um certo objetivo, e se queria alguma chance de alcançar, não podia deixar se permitir entrar em mau lençóis com os diretores. Mas em outro lado, ele tinha que ser cuidadoso em não ficar tentando acalmar eles e correr o risco de perder o objetivo de vista. Então ele decidiu que deveria elaborar mais um pouco as suas crenças em detalhes que o normal.

— As vezes, a sorte é capaz de ofuscar até o mais brilhante dos talentos e qualquer grau de diligência, e por essa razão, nós, humanos, comemoramos — temendo a sorte. É fácil de descartar a sorte como um mero acaso ou coincidência, mas eu, pessoalmente, não posso ignorar os seus efeitos. Para poder determinar que a sorte é simplesmente uma variável desconhecida ou um verdadeiro talento, nós precisamos de amostras…

— Como nós afirmamos todas as vezes.

Um dos diretores o interrompeu.

A sorte não é um talento. A sorte não é nada mais do que uma impressão — algo que nomeamos depois de um fato de que um evento com uma probabilidade baixa de acontecer acontece. As pessoas que observaram o evento classificaram como sorte — simples assim. O fato é que o evento aconteceu por causa da ordem natural das coisas. Não importa o quão improvável seja, se algo tem chance de acontecer, vai acontecer.

O reitor acenou um pouco a cabeça, e então respondeu lentamente:

— Mas você tem certeza que é tudo isso?

— O que você está dizendo?

— Lembram do Super Duper Colegial Sortudo do ano passado?

Logo após o reitor proferir essas palavras, as expressões dos diretores mudaram ao mesmo tempo, como ele tivesse mencionado algum tabu.

— Se algo acontece porque a ordem natural das coisas demanda…

O reitor continua.

— Então porque as coisas que acontecem sempre parecem beneficiar ele? Eu não posso olhar o garoto e dizer a mim mesmo de que a sorte não é nada mais do que a forma como percebemos o resultado de um evento.

— Mas quando resulta em algo assim

Um dos diretores cuspiu. Todos os quatros diretores pareciam estarem chupando limões, após a simples menção do reitor sobre o Super Duper Colegial Sortudo do ano passado.

Ele era inquestionavelmente, um estudante problemático, sempre arranjando problemas e causando confusões entre seus colegas. A pior parte de tudo é que ele nunca teve má intenções. A presença dele na escola era motivo de grande preocupação ao reitor, mas…

— Enfim.

O reitor falou.

— Nós não temos escolha a aceitar que a sorte dele é genuína — digna de ser chamada de “talento”, não temos?

Todos os diretores sentaram em silêncio, sem palavras para retrucar.

Eventualmente, um deles perdeu a paciência e disse, encostando em sua cadeira enquanto isso.

— Parece que você não tem intenção de mudar de ideia. Faça como quiser.

O reitor imediatamente abaixou a cabeça, como ele se estivesse esperando por exatamente essas palavras.

— Muito obrigado.

Ele disse, levantando lentamente sua cabeça, e em seguida estendeu a mão e pegou uma folha de papel que estava em cima da mesa de madeira. Nela estava impressa o perfil do estudante que foi selecionado para ser o Super Duper Colegial Sortudo da 78° classe. O papel continha várias informações detalhadas que até mesmo o estudante pode ter esquecido.

E como, exatamente, a Academia Kibougamine conseguiu essas informações?

Nem é preciso explicar.

Não seria a Academia Kibougamine se eles não tivessem um jeito de conseguir essas informações.

Era uma escola que só admitia estudantes com talentos especiais, os preparando para carregar a esperança da nação para o futuro. Os seus formandos ocupam várias posições vitais em todas as áreas e ainda tinha ajuda especial do governo. Tentar pensar da academia como uma organização qualquer era perda de tempo.

Com o perfil nas mãos, o reitor continua o seu anúncio:

— Esse ano, a Academia Kibougamine escolheu um único nome, por meio de um sorteio justo e imparcial, de todos os colegiais matriculados na nação, para ingressar na escola como o “Super Duper Colegial Sortudo” da 78° classe.

Os diretores perderam o interesse faz tempo. Mas mesmo assim o reitor continua:

— O nome que nós escolhemos foi…

O reitor olhou o papel em suas mãos, e leu para os diretores o nome escrito nela — o nome de uma certa garota colegial.

Separador 1 - Makoto Naegi's Worst Day Ever

— Hoje realmente não é o meu dia de sorte.

Makoto murmurou enquanto deixava sair um suspiro enquanto ele estava indo a uma loja de conveniências próxima.

Makoto era um perfeito colegial normal matriculado em uma perfeita escola normal — algo que ele estava dolorosamente consciente disso, e algo que era relembrado várias vezes pelos seus amigos e família. Enquanto que, em algum nível, ele estava desanimado por isso, ele sabia muito bem que não tinha algo que podia fazer para mudar isso. O próprio fato de que se sentia assim em relação a si mesmo praticamente demonstra a sua normalidade.

Aquele dia, no entanto, era diferente.

Aquele dia, Makoto definitivamente não era uma pessoa normal. Ele estava muito longe de ser uma pessoa normal.

Para resumir, naquele dia ele foi incrivelmente azarento — algo que ele percebeu muito após as aulas terem acabados.

Pela primeira vez em muito tempo, o céu estava claro, e Makoto estava inesperadamente com um bom humor. Sentindo que algo bom iria acontecer, ele decidiu que iria pegar um caminho diferente que o habitual, para dar uma caminhada.

— Pode ser bom variar o caminho de casa em vez em quando.

Ele pensou — um caminho apenas muito ligeiramente diferente do habitual. E essa pequena mudança de rotina foi o começo de todo o seu infortúnio.

Depois de um tempo, Makoto passou em um grande parque. Ali, aconteceu dele de encontrar com um dos seus amigos — um colega. Esse amigo estava com um grupo de seus próprios amigos — a maioria são pessoas que Makoto nunca as conheceu — e eles estavam se preparando para jogar uma rodada de pedra-papel-tesoura para decidirem quem é que vai ser a pessoa responsável a comprar lanches para todos. O amigo de Makoto o convidou para participar. Ele podia dizer que o convite foi decidido de última hora pelo olhar e o jeito de agir dele.

Normalmente, Makoto iria recusar a oferta dele e continuar o caminho de maneira pacífica, mas ele decidiu participar, afirmando que se ele estava variando as coisas, ele deveria fazer tudo o que era possível para variar.

Estranhamente, ele tinha quase certeza de que não iria perder — não porque só tinha 10 pessoas jogando, o tempo também estava incrível. Nada poderia dar errado.

O jogo foi decidido em uma única rodada.

Makoto perdeu. Ele jogou tesoura, e todo os outros jogaram pedra.

O olhar de surpresa de todos foi tudo o que foi preciso para ele saber que o jogo não foi manipulado.

— Cara…

Um dos amigos falou, espantado.

— Isso realmente foi incrível. Ninguém tem essa má sorte toda.

— Tendo um incrível má sorte não me faz sentir melhor.

Makoto falou, relaxando seus ombros.

— Não se sinta tão mal.

O amigo dele falou, dando uns tapinhas nas costas dele e entregando uma pequena quantia de dinheiro.

— Eu vou querer um refrigerante e algumas galinhas empanadas!

— Entendi.

Makoto falou com um sorriso amargo.

— Eu acho que isso é toda a animação que eu vou receber de você, né?

Ele pegou um pedaço de papel, rapidamente escreveu os pedidos de todo mundo, pegou o dinheiro deles — e reclamando da sua má sorte todo esse tempo.

10 minutos depois, Makoto saiu da loja de conveniências para a calçada, com uma sacola plástica bem cheia em cada uma das duas mãos.

— Merda, isso realmente é muito pesado.

Comparado com os outros estudantes de sua idade, Makoto não era uma pessoa com o corpo bem formado ou muito atlético dos estudantes colegiais. Tendo que carregar bebidas e lanches de quase 10 pessoas da loja até o parque por si mesmo não iria ser uma tarefa fácil.

(continua)

O pior dia de Makoto Naegi – Tradução
Classificado como: